Nota da Curadoria No primeiro dia de propaganda pós‑primeiro turno, o rádio de Flávio Bolsonaro repetiu 'mudança' 22 vezes em cinco minutos; campanha de Lula qualificou a mensagem como retrocesso e reforçou foco na educação. A retomada do horário de propaganda após o primeiro turno reconfigurou o tom da disputa: no primeiro bloco do rádio do senador Flávio Bolsonaro, a palavra “mudança” e suas variações foram repetidas 22 vezes em cinco minutos, transformando o mote em eixo central da peça veiculada à população. A repetição intensa buscou cristalizar uma mensagem de renovação, enquanto a campanha do presidente Lula reagiu classificando o que descreve o rival como transformação como um possível retrocesso. Em nota, a coordenação petista contrapôs-se à retórica e voltou a enfatizar propostas na área da educação como elemento diferenciador.
A escolha de linguagem revela uma estratégia de posicionamento para o segundo turno: por um lado, a tentativa de reassentar uma narrativa de ruptura; por outro, a reação que procura apresentar essa ruptura como risco ao que foi construído nos últimos anos. O confronto retórico tende a orientar o debate público sobre prioridades e identidade das candidaturas nesta fase final da campanha. Para eleitores expostos à propaganda no rádio, a repetição funciona tanto como ferramenta de memorização quanto como sinal político, delineando contrastes mais nítidos entre as duas campanhas. A resposta do campo de Lula, focada em educação, indica que a disputa seguirá marcada pela tentativa de vincular propostas concretas ao juízo sobre mudança versus continuidade.
Não há, no material disponível, detalhes sobre outras peças veiculadas no mesmo dia ou sobre eventuais variações de discurso em diferentes mídias. Resta acompanhar como a tática de repetição vocabular e a ênfase em programas sociais e educacionais irão influenciar a percepção de eleitores indecisos até o fechamento da campanha. Leia a matéria completa em Folha - Poder: acessar a publicação original .