A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende avaliar até dezembro 13 pedidos de registro de análogos sintéticos de GLP-1. Em julho, a agência aprovou cinco desses produtos, com entrada no mercado prevista para os próximos meses. A chegada das versões “genéricas” de canetas emagrecedoras é apontada como um mecanismo protetor contra o uso de produtos sem registro no país. “O avanço dos registros amplia a concorrência, permite a entrada de produtos regularizados com eficácia e segurança garantidas, além de propiciar a redução de preço”, disse o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle.
Desde que o plano foi lançado, no fim do ano passado, 125 ações foram implementadas. Até junho, 53% das medidas foram concluídas. A previsão é de que todas as ações sejam colocadas em prática até dezembro. A agência projeta que, até a data, o tempo de espera tenha uma redução drástica.
“Este é o melhor resultado da história da agência. E o semestre que vem será melhor”, afirmou Safatle ao apresentar o balanço. Os dados indicam que 261 petições de registro de medicamentos sintéticos que aguardavam análise foram concluídas no primeiro semestre de 2026 — na classificação, são as chamadas “saídas”, que incluem solicitações aprovadas, negadas, encerradas ou desistências. Neste mesmo período, 121 medicamentos sintéticos foram registrados.
A agência não apresentou, contudo, dados sobre novos registros ou quantos ainda aguardam análise, o que permitiria avaliar qual é o tempo atual de espera. “Podemos dizer, porém, que a lógica se inverteu: hoje temos mais saídas do que pedidos ingressando”, disse Safatle. Das petições de registro de biológicos, 46 foram concluídas no primeiro semestre de 2026. No caso de dispositivos médicos, 1087 petições de registro foram resolvidas.
O tempo de análise para esta classe de produtos é, atualmente, de um ano. No caso de materiais de uso médico e ortopédico, foram concluídos 586 pedidos no primeiro semestre. De acordo com diretores, a área de próteses é a que pode demandar mais tempo para solução dos problemas. “Sempre haverá uma espera.
Mas a ideia é reduzi-la ao máximo”, disse Safatle, ao se referir aos números gerais.