Nota da Curadoria Ação interestadual prende delegada suspeita de repassar informações e facilitar proteção a membros do PCC; operação atinge Brasília, Pará, São Paulo e Pernambuco A prisão nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, de uma delegada da Polícia Civil do Pará revelou um suposto elo entre a corporação e o Primeiro Comando da Capital, ampliando o alcance de uma investigação que já opera em quatro unidades da federação. A detenção, realizada em Brasília, acendeu alarmes sobre a possibilidade de vazamento de informações sensíveis e proteção institucional a membros da facção. A investigada, identificada pelo Ministério Público do Pará como Maria Virgínia Grimwood Pinto, foi localizada em um hotel na capital federal durante a deflagração da Operação Sinalagma, conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco. Mandados de prisão também foram cumpridos em Belém, São Paulo e no Recife.
Em Pernambuco, um dos suspeitos foi encontrado em um apartamento de alto padrão no Cais José Estelita, no bairro do Cabanga. Segundo o MPPA, as apurações apontam que a delegada mantinha "laços de intimidade e confiança" com integrante do PCC e teria recebido recursos em troca de repasses de informações sigilosas e de proteção institucional. As investigações indicam ainda movimentações financeiras feitas por meio de contas de terceiros, em sinais compatíveis com lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. A operação teve início a partir de diligências iniciadas em janeiro de 2025, quando foi presa uma liderança do PCC em Ipojuca, no Grande Recife.
Nesta fase da Sinalagma foram expedidos três mandados de prisão, 11 ordens de busca e apreensão e medidas judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros. Todas as ordens foram emitidas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca. Participam da operação as Polícias Civis de Pernambuco, do Pará e de São Paulo, os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado desses estados e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados.
A continuidade das apurações poderá revelar novos vínculos e implicações institucionais, além de motivar procedimentos internos e medidas de controle sobre processos administrativos e financeiros vinculados aos investigados. Leia a matéria completa em Direito News: acessar a publicação original .