Nota da Curadoria Levantamento feito entre 29/9 e 1/10 com 2.100 entrevistas aponta Flávio numericamente à frente no primeiro turno, mas diferença está na margem de erro A fotografia mais recente da disputa presidencial mostra incerteza: levantamento da Vox Brasil coloca Flávio Bolsonaro com 41,2% das intenções de voto ante 40,4% de Lula no primeiro turno, invertendo o quadro apontado pela pesquisa anterior e reduzindo a vantagem do presidente a 0,8 ponto, diferença que cabe na margem de erro. A mudança abrupta em poucos dias transformou a narrativa da campanha, sem porém dar segurança estatística suficiente para afirmar uma virada consolidada. Em comparação com a sondagem realizada entre 26 e 28 de setembro, quando Lula tinha 41,1% e Flávio 37,8%, houve avanço de 3,4 pontos para o senador e retração de 0,7 ponto para o presidente. A magnitude do deslocamento chama atenção e pode refletir combinação de voto útil, oscilação amostral e movimentações de campanha, mas o levantamento isolado não permite separar essas causas com segurança.
No cenário de segundo turno a movimentação também é nítida: Flávio subiu de 45,2% para 48,2% e Lula avançou de 44,7% para 45,2%, elevando a diferença para três pontos. Ainda como no primeiro turno, essa vantagem permanece dentro da margem de erro do estudo, o que impede conclusões definitivas sobre a tendência de longo prazo. A pesquisa indica alterações relevantes nos índices de rejeição e na avaliação do governo. A rejeição a Lula subiu de 51,5% para 52,8%, enquanto a rejeição a Flávio recuou de 53,1% para 49,1%, em questão que permitia múltiplas respostas.
A aprovação do governo caiu de 45,8% para 42,5% e a desaprovação subiu de 51,4% para 52,1%, deslocando o saldo de avaliação em direção a um pior perfil para o Executivo. O registro no Tribunal Superior Eleitoral e os detalhes metodológicos atestam formalidade ao levantamento: foram 2.100 entrevistas presenciais realizadas entre 29 de setembro e 1º de outubro, margem de erro de 2,15 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Se confirmadas em novas sondagens, as oscilações poderiam reordenar estratégias de alianças e mensagens eleitorais, mas por ora o conjunto de evidências exige cautela antes que se fale em tendência consolidada. Conclusão A pesquisa registra um movimento eleitoral relevante, mas a vantagem numérica de Flávio Bolsonaro sobre Lula permanece dentro da margem de erro; os resultados são sugestivos, não conclusivos, e exigem confirmação por novas amostras.
Dados do processo Pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00148/2026. Amostra de 2.100 entrevistas presenciais realizadas entre 29 de setembro e 1º de outubro de 2026. Margem de erro de 2,15 pontos percentuais, nível de confiança de 95%. Financiamento próprio do instituto.
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