O Instituto Brasileiro de Inovação e Regulação Aplicada (IBIRA), em parceria com a Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, realiza, em 26 de outubro, o 1º Fórum de IA e Direito — IBIRA & Mackenzie. O encontro reunirá pesquisadores, profissionais do Direito e representantes de empresas para discutir os desafios jurídicos da inteligência artificial e aproximar a produção acadêmica das questões enfrentadas na prática. O evento será realizado das 8h30 às 12h30, no Auditório Benedito Novaes Garcez, no Campus Higienópolis do Mackenzie, em São Paulo. A programação abordará três eixos: a relação entre IA e direitos autorais, a atribuição de responsabilidades ao longo da cadeia da tecnologia e os limites da automação no jurídico, no compliance e na formação do advogado.
A proposta parte do reconhecimento de que a governança da inteligência artificial se desenvolve em diferentes espaços: na elaboração de leis e regulamentos, nas decisões de autoridades e tribunais, nas normas profissionais e nas práticas contratuais e corporativas. Nesse contexto, o diálogo entre academia e empresas permite confrontar propostas regulatórias com as condições concretas de desenvolvimento e uso da tecnologia, ao mesmo tempo que submete essas práticas à reflexão crítica do Direito. “Discutir a regulação da inteligência artificial exige compreender como ela é desenvolvida, contratada e utilizada. Ao reunir pesquisadores e profissionais que lidam com essas questões no cotidiano, queremos identificar problemas concretos e construir perguntas que orientem tanto a pesquisa quanto práticas mais responsáveis”, afirma Lucas Morimoto, Head de Projetos e Parcerias do IBIRA.
Para o IBIRA, a aproximação entre os diferentes setores contribui para uma discussão regulatória capaz de considerar a proteção de direitos, a segurança jurídica e as possibilidades de inovação. O encontro pretende abrir espaço para o exame de responsabilidades, riscos e medidas de governança, considerando os diferentes agentes envolvidos no desenvolvimento e na aplicação da IA. “A qualidade das decisões jurídicas e regulatórias depende da nossa capacidade de conectar conhecimento do Direito à compreensão da tecnologia. O diálogo entre academia e empresas ajuda a avaliar quais medidas são viáveis, como distribuir responsabilidades e quais soluções podem proteger direitos e favorecer o desenvolvimento legítimo da inteligência artificial”, destaca Luis Fernando Prado, Diretor Executivo do IBIRA.
No campo acadêmico, o contato com as empresas também oferece oportunidades para formular problemas de pesquisa, examinar hipóteses e desenvolver teses a partir dos desafios apresentados pela transformação tecnológica. Essa troca amplia o repertório de estudantes e pesquisadores e permite avaliar a capacidade das construções jurídicas de responder às situações encontradas na prática. “O contato entre a academia e as empresas é fundamental para fortalecer a pesquisa e desenvolver teses conectadas aos desafios contemporâneos. Essa interlocução permite identificar novos problemas, testar hipóteses e aprofundar construções teóricas, preservando a autonomia e o rigor crítico da universidade.
É uma troca que qualifica a produção científica e a formação dos nossos alunos”, ressalta Felipe Chiarello, Diretor da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Serviço 1º Fórum de IA e Direito — IBIRA & Mackenzie Data: 26 de outubro de 2026, segunda-feira Horário: das 8h30 às 12h30 Local: Auditório Benedito Novaes Garcez — prédio 9 (Arquitetura e Urbanismo), Campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo Programação Completa e Inscrições: https://luma.com/dptj55rf Inscrição obrigatória. Vagas limitadas. Programação preliminar, sujeita a ajustes.
Sobre o IBIRA O Instituto Brasileiro de Inovação e Regulação Aplicada (IBIRA) é um think-and-do tank dedicado à conexão entre inovação, pesquisa e regulação. Sua atuação busca desenvolver respostas para desafios jurídicos e institucionais associados às transformações tecnológicas, por meio do diálogo entre academia, setor privado e instituições públicas.