No anúncio, o principal traço da trajetória de Gaspar destacado por Flávio foi a atuação como relator da CPMI do INSS, cujo relatório — que acabou rejeitado — pediu o indiciamento de centenas de pessoas, inclusive Fábio Luís Lula da Silva. Não deixa de ser um sintoma de que as investigações que alcançam o entorno dos principais candidatos colocaram o Supremo Tribunal Federal e a Polícia Federal no centro da disputa, Flávia Maia, Marianna Holanda e Fabio MuraKawa analisam na nota de abertura. Ambas as campanhas vivem sob a tensão constante de possíveis novas revelações — contra ambos os lados. Boa leitura.
O PONTO CENTRAL 1. Em uma disputa polarizada, cada novo inquérito, vazamento ou decisão judicial tem potencial para alterar a agenda das campanhas e a percepção do eleitorado. 🔭 Panorama: O avanço dos inquéritos sobre o filho de Lula é a bola da vez e vem gerando tensão não apenas na campanha de Lula, mas também no STF. A PF pediu autorização para abrir pelo menos mais três investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência e corrupção.
Duas foram distribuídas a André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, e outra, a Flávio Dino, indicado por Lula. Os vazamentos de parte da investigação que está sob a relatoria de Dino desagradaram o ministro, que abriu uma apuração sobre o caso. Há uma desconfiança de que os vazamentos tenham motivação eleitoral. Entre ministros do STF, a avaliação foi que a Polícia Federal e a PGR tentaram retirar de Mendonça parte das investigações ao sugerirem um novo sorteio.
O caso Master e os desdobramentos sobre emendas no STF também preocupam as campanhas. A partir desses inquéritos principais, podem surgir novas frentes de investigação, como ocorreu agora com Lulinha. Dessa forma, ninguém do mundo político está a salvo das investidas da PF e do STF. Soma-se a esse cenário a execução penal de Jair Bolsonaro, conduzida por Alexandre de Moraes.
O ministro restringiu visitas, inclusive de Flávio Bolsonaro, e advertiu que o uso não autorizado de IA poderá levar à revogação da prisão domiciliar. Com isso, Moraes mantém sob controle judicial um personagem central da disputa eleitoral. ⏩ Pela frente: Nas campanhas, a expectativa é que surjam novas revelações nas próximas semanas. A escolha de Alfredo Gaspar como vice de Flávio mostra como essas investigações já influenciam a estratégia das chapas — leia mais na nota seguinte.
O PT deve insistir em trazer de volta as ligações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro para o centro do debate, ressuscitando o slogan “Bolsomaster”. UMA MENSAGEM DA DOCUSIGN IA especializada na gestão de riscos jurídicos No dia 12 de agosto, das 10h às 11h30, o Momentum Digital 2026 debate como a tecnologia se tornou aliada vital contra riscos contratuais. Em formato online e gratuito, o evento reforça que IAs especializadas em acordos, como o Docusign IAM, oferecem níveis de precisão e segurança jurídica superiores às ferramentas genéricas. Dados exclusivos da Deloitte para o Brasil revelam que: 66% dos líderes perceberam melhoria na precisão dos acordos após a automação, com 54% destacando ganhos na consistência das cláusulas; o uso de agentes de IA para pontuação de risco e modelos de texto padrão permite que departamentos jurídicos economizem, em média, 37% de tempo; além disso, 70% dos brasileiros relatam evolução nas avaliações de risco e 60% viram a frequência de disputas cair.2.
Finalmente, um vice Flávio Bolsonaro e o candidato a vice de sua chapa, o deputado Alfredo Gaspar / Crédito: Beto Barata/PL O deputado Alfredo Gaspar se tornou candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro em 24 horas. O nome surgiu nas conversas da campanha na manhã de terça (4), diante da pressão do calendário, e o martelo foi batido à noite, em reunião com Rogério Marinho, Flávio e Valdemar Costa Neto. O segredo foi mantido até mesmo dos aliados mais próximos do senador. Gaspar, por sua vez, falou com pouquíssimas pessoas.
Não houve tempo nem sequer para testá-lo nas pesquisas. Por que importa: A escolha evidencia a dificuldade de Flávio para ir além do bolsonarismo em busca de um eleitorado que hoje está mais distante. Os aliados preferiam alguém de outro partido, mas o senador não conseguiu. Também defendiam que a escolhida fosse uma mulher, na tentativa de ampliar a aproximação com o eleitorado feminino, o que tampouco foi possível.
Ao anunciar o vice, Flávio destacou sua experiência na segurança pública, a passagem pelo Ministério Público e a atuação como relator na CPMI do INSS. “Alguém que pediu a prisão do Lulinha e alguém que representa o Nordeste de fato”, afirmou. Leia mais. 🛜 Nas redes: Em uma rara convergência, a escolha de Gaspar foi apoiada com diferentes graus de empolgação pelas principais alas bolsonaristas.
O fator central foi a atuação do deputado contra Lulinha na CPMI do INSS, vista como um trunfo para levar as denúncias de corrupção para perto de Lula. Além disso, perfis das órbitas de Eduardo e Carlos defendiam desde a noite de terça a indicação dos deputados do PL Júlia Zanatta ou Luiz Philippe de Orleans e Bragança, mas ficaram satisfeitos com um vice “direita-raiz”. Alas mais próximas a Nikolas e Michelle elogiaram Gaspar por ter defendido Alexandre Ramagem. Bolsonaristas mais afeitos ao mercado viram ao menos a vantagem do fim da incerteza e da escolha de um nome que bloquearia tentativas de derrubar Flávio da Presidência.
3. Dupla dinâmica Donald Trump em encontro com Javier Milei na Casa Branca / Crédito: Chen Mengtong/China News Service/VCG via Getty Images – 14. out.2025 A dois meses da eleição presidencial, o Brasil se vê diante de uma dupla crise diplomática sem precedentes, Vivian Oswald escreve no JOTA. Estados Unidos e Argentina, dois dos maiores parceiros econômicos do país, já não disfarçam o desejo de influenciar os rumos da campanha.
Em uma semana, ambos partiram para cima com o intuito de questionar suas instituições e abalar o pleito. 🔭 Panorama: A degradação de ambas as relações em um mesmo dia assustou até mesmo a calejada diplomacia brasileira — que considera de grande gravidade não apenas o ineditismo dos desdobramentos das crises com os dois países, mas também os fundamentos que as originaram. Em ambos os casos, o Palácio do Planalto vê sinais claros de tentativa de interferência no pleito de outubro. Nesta quarta-feira (5/8), em entrevista a uma emissora argentina, o chanceler Mauro Vieira falou em “interferência absoluta” ao mencionar a participação de Javier Milei no lançamento da campanha de Flávio.
Segundo Vieira, a situação bilateral só voltará ao normal depois que cessarem as condições que a provocaram. Ninguém dentro do governo espera normalidade tanto no trato com os Estados Unidos como com a Argentina, pelo menos durante os próximos dois meses. 4. Há ao menos seis jovens políticos de direita que concorrerão à Câmara que tiveram vídeos de apoio gravados por Nikolas.
Outros três têm feito postagens em seus perfis com mídias ao lado do deputado e em defesa de pautas defendidas pelo parlamentar do PL. Por que importa: Há a possibilidade de Nikolas liderar um séquito de deputados fiéis na próxima legislatura, caso a estratégia de pedir votos fora de Minas Gerais surta o efeito esperado pelo parlamentar. Chama a atenção ele ter produzido vídeos para candidatos que não estão filiados ao PL — entre eles Fabio Costa (PP-AL), único da lista que é candidato à reeleição, e Bia Borba (Novo-SC), que se elegeu vereadora em Biguaçu com apoio da deputada Carol de Toni (PL-SC). Pelo PL, os pré-candidatos que receberam vídeos de Nikolas foram o deputado estadual Thiago Gagliasso (RJ), os influenciadores Jean Batista (AM) e Cassy Monteiro (MS) e o empresário João Paulo Bittar (AC), filho do senador Márcio Bittar (PL-AC).
Outros três vereadores paulistas com milhões de seguidores têm se colocado como nomes da “bancada do Nikolas”: Lucas Pavanato, da capital; Eduarda Campopiano, de Praia Grande; e Kleber Ribeiro, de Guarulhos. Devido à legislação eleitoral, os vídeos são gravados, em sua maioria, diante de um fundo preto, sem menção a partidos nem ao bolsonarismo. A movimentação de Nikolas se dá em meio a uma disputa por protagonismo no PL que opõe o deputado a Eduardo Bolsonaro. Perfis da órbita de Eduardo têm acusado Nikolas de tentar forçar a saída do PL no futuro próximo, e o Novo é citado como opção.
Na segunda (3), em evento em Minas, Nikolas declarou que nunca conversou com outros partidos e que não abandonará o PL. 5.“Você lê no Financial Times, no New York Times, na The Economist, o reconhecimento de que nós temos um sistema de apuração o mais completo do mundo”, afirmou. Segundo o ministro, não se pode “perder tempo” com essas discussões. “Não faz sentido.
Vamos nos ocupar de campanha, vamos nos ocupar de mensagens, mas nada com as urnas eletrônicas”, afirmou. Para Gilmar, o pleito de 2026 não terá as tensões e os desdobramentos das eleições de 2022. JOTINHAS 6. Selic e mais Em decisão amplamente esperada pelo mercado, o Copom reduziu ontem (5) a taxa básica de juros de 14,25% para 14% ao ano.
Esta é a quarta queda consecutiva da Selic em um ciclo de calibração, como descrito pelo próprio colegiado, iniciado em março deste ano. O Copom vem conduzindo esse ciclo em meio a um cenário de incerteza global e interna em que continua pregando “serenidade e cautela”. Como já vinha fazendo nas reuniões anteriores, o colegiado não deu sinalizações para os próximos passos e ressaltou que a condução da política monetária dependerá dos dados. A decisão foi unânime.
Apesar de não ter dado sinalizações, o Copom ressaltou que vai seguir acompanhando o cenário “de forma a manter a restrição adequada” para levar a inflação à meta de 3%. Leia mais. O plenário do Superior Tribunal de Justiça analisa hoje (6) o processo administrativo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, acusado de assédio sexual. Ontem (5), a Corte Especial rejeitou um mandado de segurança impetrado pela defesa do magistrado para que não houvesse sustentação oral pelos advogados das vítimas.
Leia mais. O Tribunal Pleno da Justiça do Trabalho da 2ª Região (TRT2) elegeu a desembargadora Sueli Tomé da Ponte para comandar a Corte no biênio 2026–2028. A magistrada assume o posto em 1º de outubro, tornando-se a 37ª presidente do maior tribunal trabalhista do país, estrutura que reúne cerca de 600 magistrados, 5,3 mil servidores e aproximadamente 431 mil processos recebidos em 1º grau em 2025. Leia mais.