Em “O Capote” (1842), Nikolai Gógol legou à posteridade o retrato definitivo do cidadão diante da frieza protocolar do aparelho burocrático: Akáki Akakievitch, roubado no casaco que lhe custara meses de privação, peregrina por gabinetes que se abrem apenas para se fecharem, e vê sua dor tratada como simples inconveniência estatística. Ninguém, na novela, é
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