Marinho articula ato suprapartidário pelo comando do Senado

Reunião do PL em 4 de novembro de 2026 deverá reunir senadores do Novo e aliados para demonstrar força contra a reeleição de Davi Alcolumbre em fevereiro de 2027. A articulação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado ganhou formato público: o lançamento da candidatura está marcado para a reunião do PL em 4 de novembro de 2026 e deve contar com a presença de representantes de outros partidos, numa tentativa explícita de mostrar força para enfrentar o atual preside

Marinho articula ato suprapartidário pelo comando do Senado

Nota da Curadoria Reunião do PL em 4 de novembro de 2026 deverá reunir senadores do Novo e aliados para demonstrar força contra a reeleição de Davi Alcolumbre em fevereiro de 2027. A articulação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado ganhou formato público: o lançamento da candidatura está marcado para a reunião do PL em 4 de novembro de 2026 e deve contar com a presença de representantes de outros partidos, numa tentativa explícita de mostrar força para enfrentar o atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que será candidato à reeleição em fevereiro de 2027. O encontro, segundo apurado, deve também reunir senadores do Novo, Marcel Van Hattem (RS), Deltan Dallagnol (PR) e Lahesio Bonfim (MA), e parlamentares de outras siglas alinhadas ao espectro de direita. O PL projeta ter 29 senadores em 2027 e busca costurar apoios entre nomes do PP, União Brasil, Republicanos e PSDB para ampliar a base.

Carlos Portinho (RJ), líder da bancada do PL no Senado, sintetizou a estratégia: "Rogério é o candidato do PL e vamos articular com a bancada, partidos aliados e seus parlamentares também avulsos". A movimentação tem caráter público e simbólico: além de mobilizar aliados, visa construir uma narrativa de maioria antes da eleição interna. Na contabilidade apontada por aliados e opositores, há uma maioria teórica de 45 a 50 senadores favoráveis a Marinho. O voto para a presidência, porém, é secreto, o que cria espaço para eventuais traições; a campanha do senador tem defendido que senadores de direita indiquem em quem votaram, proposta que encontra resistência por contrariar o sigilo do voto.

O ato de quarta-feira será, portanto, um termômetro político além de um lançamento formal de candidatura: pretende transformar apoio parlamentar em capital simbólico e pressionar indecisos até a votação de fevereiro de 2027. Riscos e desfechos concretos dependerão da disciplina das bancadas e do comportamento dos votos secretos nas próximas semanas. Leia a matéria completa em Folha - Poder: acessar a publicação original .

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