Moraes pede explicações sobre vídeo de Bolsonaro feito por IA

Moraes intima defesa de Bolsonaro a esclarecer consentimento sobre vídeo de IA, com risco de reversão da prisão domiciliar ou punição eleitoral à campanha de Flávio Bolsonaro.

Moraes pede explicações sobre vídeo de Bolsonaro feito por IA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para a defesa de Jair Bolsonaro (PL) dizer se o ex-presidente consentiu ou não com a produção do vídeo feito por inteligência artificial apresentado durante a convenção do PL no sábado (25/7). De acordo com Moraes, a resposta pode repercutir na manutenção da prisão domiciliar ou em punição eleitoral à campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo o magistrado, o consentimento ou não de Bolsonaro vai definir se ele descumpriu as proibições da execução penal de uso de redes sociais ou se foi a campanha do filho que infringiu as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso de deepfakes. Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas Caso Bolsonaro responda que deu consentimento, Moraes afirma que a ação “constituiria nova e grave transgressão” à decisão judicial, que pode gerar a reversão da prisão domiciliar para o regime fechado.

Segundo Moraes, seria o segundo descumprimento à ordem judicial neste mês, sendo o primeiro a elaboração da “Carta aos Brasileiros”, posteriormente divulgada por seu filho, Flávio Bolsonaro, em redes sociais. Assine gratuitamente a newsletter Últimas Notícias do JOTA e receba as principais notícias jurídicas e políticas do dia no seu email O magistrado reiterou que está vedada a Bolsonaro a divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado. Por outro lado, se não houve autorização de Bolsonaro para a utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, Moraes diz que o desrespeito à ordem judicial é de Flávio Bolsonaro e do PL, e que tal conduta poderá tipificar a denominada “deepfake”, prática proibida pela legislação eleitoral. O ministro destacou ainda que a conduta pode evidenciar abuso do poder político e econômico.

Leia no Curador Legal