Por Vinicius Abrantes
Por mais de uma década, a audiência de custódia foi tratada, no debate público brasileiro, como sinônimo de “porta giratória”: prende-se em flagrante, mas a maioria sai solta em poucas horas. Os números nacionais, de fato, sustentavam essa percepção — ainda que de forma menos dramática do que o senso comum sugere. Segundo o Conselho
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