Nota da Curadoria Com bancada ampliada a partir de fevereiro de 2027, o PL lança Rogério Marinho e inicia articulações para buscar os 41 votos necessários na eleição secreta do Senado. A candidatura anunciada pelo senador Rogério Marinho coloca o Partido Liberal na linha de frente da disputa pela Presidência do Senado e tende a transformar os primeiros meses de 2027 em período de intensas negociações parlamentares. O comando da Casa, que também preside o Congresso Nacional, concentra poder sobre a pauta constitucional e autoridade para decidir sobre pedidos de impeachment, o que torna a sucessão um ponto central de disputa política e institucional. Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, formalizou a candidatura na reunião da bancada do Partido Liberal em Brasília em 4 de novembro de 2026.
Ele deverá enfrentar a reeleição do atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), enquanto a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aparece como alternativa interna. O PL se prepara para entrar na legislatura com 29 senadores a partir de fevereiro de 2027, o que o tornará a maior bancada da Casa. Com 62 anos e formação em Economia, Rogério Marinho está no primeiro mandato como senador, eleito em 2022. Foi deputado federal, relator da reforma trabalhista em 2017 e ocupou cargos no governo Jair Bolsonaro, incluindo a Secretaria de Previdência e o Ministério do Desenvolvimento Regional.
Em 2026, coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de outubro. A eleição para a presidência do Senado ocorrerá na primeira semana de fevereiro de 2027, em votação secreta, e exige maioria absoluta: ao menos 41 dos 81 votos. Apesar do peso numérico do PL, Marinho reconhece a necessidade de costurar apoios fora da bancada e disse manter tratativas com parlamentares do PP e do Republicanos. Do outro lado, Alcolumbre formaliza apoios já anunciados da federação União-PP e busca aliados no MDB e no PSD, além de votos entre senadores alinhados a diferentes espectros políticos.
No anúncio da candidatura, Marinho afirmou que não fará da ameaça de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal tema de campanha, mas afirmou que o Senado não será omisso caso ocorram crimes de responsabilidade; também se declarou favorável a um projeto de anistia para condenados pelo episódio de 8 de janeiro, pendente de decisão pelo plenário, e defendeu voto aberto para a escolha da mesa, em conflito com o regimento, que prevê voto secreto. A sucessão no comando do Senado promete redistribuir cargos-chave: além da Presidência e da 1ª Vice-Presidência, estarão em jogo presidências de comissões estratégicas como a Comissão de Constituição e Justiça e a Comissão de Assuntos Econômicos. As negociações sobre essas posições deverão acelerar nos próximos meses e serão determinantes para a formação das maiorias necessárias à escolha do novo presidente do Congresso. Leia a matéria completa em Direito News: acessar a publicação original .