PL promete acabar com 'split payment' previsto na reforma tributária

Campanha do PL diz que vai revogar mecanismo da reforma que separa tributos no momento do pagamento; mudança pode reduzir controle sobre a sonegação e afetar caixa público e de empresas A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) anunciou em 7 de outubro de 2026 que pretende extinguir o mecanismo conhecido como split payment, previsto na reforma tributária aprovada pelo Congresso, medida que se destina a reduzir a sonegação ao transferir automaticamente a parcela de tributos para contas dos

PL promete acabar com 'split payment' previsto na reforma tributária

Nota da Curadoria Campanha do PL diz que vai revogar mecanismo da reforma que separa tributos no momento do pagamento; mudança pode reduzir controle sobre a sonegação e afetar caixa público e de empresas A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) anunciou em 7 de outubro de 2026 que pretende extinguir o mecanismo conhecido como split payment, previsto na reforma tributária aprovada pelo Congresso, medida que se destina a reduzir a sonegação ao transferir automaticamente a parcela de tributos para contas dos entes federativos no momento do pagamento. A proposta de eliminar o mecanismo, se concretizada por meio de alterações constitucionais, pode alterar fluxos de receita e o modo como empresas e governos conciliam caixa e créditos tributários. O split payment divide, no ato do pagamento eletrônico, os valores correspondentes aos tributos sobre o consumo, incluindo IBS e CBS, fazendo com que a parte do imposto seja direcionada imediatamente à União, Estados e Municípios e o valor líquido siga para o fornecedor. O sistema integra o super sistema da Receita Federal que prevê o pagamento em tempo real e o ressarcimento de créditos na mesma data ou em poucas horas, e tem previsão de obrigatoriedade para operações business to business a partir de 2028.

A coordenadora do núcleo econômico da candidatura, Daniella Marques, disse em entrevista em 6 de outubro de 2026 que, se eleito, o PL acabará com o split payment. Ao ser questionada sobre o fim do mecanismo, respondeu: "Claro que sim" e afirmou que a medida "asfixia o capital de giro do pequeno". A declaração foi apresentada pela campanha como uma bandeira para reverter parte das regras da reforma tributária sobre o consumo. Autoridades e especialistas apresentam visões antagônicas sobre o efeito do mecanismo.

A Receita Federal sustentou que o split payment tende a reduzir fortemente a evasão porque o recurso vai direto ao governo quando a operação é eletrônica, excetuando pagamentos em espécie. O Fisco não divulgou estimativas oficiais de ganho arrecadatório, mas tributaristas consultados no debate público indicaram impactos elevados; um desses cálculos aponta para um aumento de arrecadação federal entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões por ano, cifras que, na narrativa técnica, correspondem ao montante associado à sonegação atual. O programa de governo de Flávio, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, critica a reforma e defende reduzir a alíquota do IVA e o peso dos tributos sobre a folha, mas não cita explicitamente o fim do split payment no documento. O plano qualifica a reforma aprovada como influenciada por interesses setoriais e aponta exceções e fundos que, no seu diagnóstico, teriam elevado custos sem fonte definida.

Permanece, portanto, indefinido na proposta do PL como se reconciliariam a eventual revogação do split payment com a meta declarada de combater a sonegação e com o impacto fiscal estimado por técnicos. Leia a matéria completa em Direito News: acessar a publicação original .

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