Presidenciáveis reagem ao caso Master com ato, cobranças por transparência e críticas ao STF

Candidatos à Presidência que tentam se apresentar como alternativas a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) reagiram nas redes sociais à divulgação de documentos das investigações sobre o Banco Master e à crise no STF (Supremo Tribunal Federal). Leia mais (09/13/2026 - 23h21)

Presidenciáveis reagem ao caso Master com ato, cobranças por transparência e críticas ao STF

Candidatos à Presidência que tentam se apresentar como alternativas a Lula ( PT ) e Flávio Bolsonaro ( PL ) reagiram nas redes sociais à divulgação de documentos das investigações sobre o Banco Master e à crise no STF (Supremo Tribunal Federal). Romeu Zema (Novo) convocou uma manifestação em Brasília para terça-feira (15), data em que o plenário do Supremo deverá analisar o relatório da PF ( Polícia Federal ) com informações encontradas no celular de Daniel Vorcaro , ex-banqueiro do Master, incluindo registros relacionados ao ministro Alexandre de Moraes . A sessão também deverá decidir sobre a abertura de uma investigação contra o magistrado. O ato convocado por Zema está marcado para as 9h, na alameda dos Estados, uma hora antes do início previsto da sessão.

A primeira convocação foi publicada na quinta-feira (10), por Zema e seu candidato a vice, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), após Moraes cancelar um pronunciamento que faria naquela manhã. Zema afirmou que o ministro estaria "fugindo da raia" e disse: "Quem não deve não teme". Na gravação, Girão defendeu a saída de Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet , do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues , do presidente do Senado , Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), e de Lula. Neste domingo (13), Zema atacou Alcolumbre, a quem chamou de "paquita do Xandão" e "intocável do Amapá".

Disse ainda que pediu o afastamento do senador neste ano, ao lado de Girão. Em uma transmissão ao vivo também no domingo, o candidato classificou a sessão de terça-feira como "um dos dias mais importantes da história do Brasil". Disse que o julgamento definiria se o país continuaria como uma "república dos intocáveis" e afirmou que a pressão das ruas, da sociedade civil e da imprensa poderia influenciar o desfecho da crise. Renan Santos (Missão) também reagiu à liberação dos documentos.

"Essa quebra de sigilo do inquérito do Banco Master vai deixar muito candidato a presidente sem conseguir dormir hoje. Eu vou dormir tranquilo", escreveu na sexta-feira (11). Em uma sequência de publicações no sábado (12), Renan disse que a reação ao caso nas redes sociais havia passado da indignação para o escárnio, com piadas sobre festas, mensagens e personagens envolvidos. Segundo ele, Vorcaro começou a ser tratado como "um personagem de uma trama" porque as pessoas não perceberiam uma relação direta entre as suspeitas investigadas e as consequências do caso em suas vidas.

Renan disse ter feito um experimento ao publicar, na madrugada de sábado, um vídeo humorístico com um personagem careca atuando como DJ, em referência a Moraes. Segundo o candidato, a gravação alcançou entre 1,2 milhão e 1,3 milhão de visualizações, mais do que conteúdos sérios publicados por ele sobre o caso. Para Renan, o resultado mostra que parte da população deixou de acreditar no ativismo político e na punição dos envolvidos. Ele classificou a situação como uma história tão complicada que o cidadão já não teria paciência para entender os detalhes ou cobrar responsabilização.

Augusto Cury ( Avante ) não tratou diretamente de Moraes em suas publicações mais recentes, mas usou peças de propaganda para criticar as relações políticas do ex-banqueiro. "Não vote em quem está na agenda do Vorcaro", afirmou em uma publicação no sábado (12). Na sexta, durante sabatina do SBT Brasil, Cury defendeu que o julgamento no Supremo fosse aberto, televisionado e realizado rapidamente, para que os eleitores conhecessem as informações antes da votação. Declarou apoio aos ministros Edson Fachin e André Mendonça e afirmou que eventuais culpados não mereceriam o voto dos eleitores.

Na mesma entrevista, Cury classificou o caso Master como criminoso e afirmou que "o Brasil está sendo governado por um celular" e "por nomes que estão no celular". Também defendeu que as investigações fossem conduzidas "até as últimas consequências" e propôs o fim da vitaliciedade no STF, com mandatos de oito anos para os ministros. Ronaldo Caiado (PSD) recebeu alta neste domingo (13) , após três dias internado com pneumonia. Na saída do hospital , disse que a crise no STF envolvendo o Banco Master tomou o espaço da campanha.

"Ninguém está discutindo eleição, ninguém está discutindo proposta", afirmou. Na sexta-feira, ainda internado, Caiado cobrou a abertura das investigações sobre o INSS. No sábado, afirmou que o STF deveria encarar as mensagens de Moraes e Vorcaro para não entregar "mais uma pizza para o país". "O que não dá mais é [para] passar pano e empurrar a sujeira para debaixo do tapete", acrescentou.

Na mesma publicação, criticou a tentativa da defesa de Flávio Bolsonaro de transferir de Flávio Dino para André Mendonça a investigação sobre o financiamento do filme " Dark Horse ". "Mudar de ministro não limpa a sujeira nem apaga a gravidade desse caso", afirmou.

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