Nota da Curadoria Em declaração divulgada em 20/10/2026, Tarcísio de Freitas aponta vantagem de cinco pontos para Flávio Bolsonaro sobre Lula, sem apresentar pesquisa ou justificativa para o número. A cinco dias da votação, a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de que Flávio Bolsonaro venceria Luiz Inácio Lula da Silva por uma margem de cinco pontos reacende a disputa política na véspera do pleito marcado para domingo, 25 de outubro de 2026. A previsão, tornada pública em 20 de outubro, insere-se no repertório de protagonismo político do Executivo estadual em um momento sensível da campanha. Reportada pelo Painel da Folha no dia 20 de outubro, a informação identifica os protagonistas e as legendas: Tarcísio pertence ao Republicanos, Flávio Bolsonaro é candidato pelo PL e o adversário indicado na previsão é Lula, do PT.
O governador afirmou acreditar na vantagem numérica, mas não apresentou, na peça noticiada, pesquisa, metodologia ou fundamentos que sustentem o número citado. O anúncio tem caráter declaratório: não há no material elementos que indiquem respaldo empírico para a diferença de cinco pontos, nem referência a institutos de sondagem, amostras ou margem de erro. Tampouco foram relatados desdobramentos administrativos ou jurídicos derivados da afirmação no texto disponibilizado. Do ponto de vista institucional, manifestações públicas de governadores sobre prognosis eleitoral constituem expressão política admitida no debate democrático; o texto noticiado não registra indícios de ilegalidade ou de uso explícito de aparato do Estado para influenciar o processo, informação que seria necessária para avaliar eventuais implicações constitucionais ou administrativas.
No calendário eleitoral imediato, a previsão compõe a narrativa das campanhas e pode acelerar a mobilização de militantes e apoiadores, mas o material não informa efeitos concretos sobre eleitores, alianças ou resultados. A ausência de dados que sustentem a projeção deixa em aberto a questão central da notícia: a previsão existe, mas sua verificação dependererá dos números oficiais e de sondagens divulgadas até a eleição. Leia a matéria completa em Folha - Poder: acessar a publicação original .