Viagem aos EUA fragiliza apoio militar a Bolsonaro

Críticas internas das Forças Armadas ao gesto de não reconhecer a derrota em 2022 abriram espaço para a aproximação de parcela militar a Tarcísio A saída do ex-presidente Jair Bolsonaro para os Estados Unidos sem reconhecer a derrota eleitoral de 2022 minou parte do capital político que mantinha junto a parcelas das Forças Armadas, provocando críticas internas que reverberam no mapa das alianças políticas. O gesto, registrado na sequência do processo eleitoral, foi recebido com desaprovação por

Viagem aos EUA fragiliza apoio militar a Bolsonaro

Nota da Curadoria Críticas internas das Forças Armadas ao gesto de não reconhecer a derrota em 2022 abriram espaço para a aproximação de parcela militar a Tarcísio A saída do ex-presidente Jair Bolsonaro para os Estados Unidos sem reconhecer a derrota eleitoral de 2022 minou parte do capital político que mantinha junto a parcelas das Forças Armadas, provocando críticas internas que reverberam no mapa das alianças políticas. O gesto, registrado na sequência do processo eleitoral, foi recebido com desaprovação por oficiais e praças que, desde 2018, vinham apoiando Bolsonaro em número expressivo. A percepção de abandono de um comportamento institucional alimentou um sentimento de distanciamento entre esse grupo e o ex-presidente. Entre os militares críticos estão pessoas que, segundo investigações e reportagens anteriores, chegaram a participar de manobras para tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

O episódio de 2022 passou, para uma parte do quadro castrense, a simbolizar uma falha de comando político. Com o espaço político de Bolsonaro fragilizado nessa fração das Forças, parte desse eleitorado institucional buscou novas referências, aproximando-se de lideranças do campo conservador, entre as quais o nome de Tarcísio de Freitas ganhou tração como alternativa prática. A amplitude e a duração desse reposicionamento ainda não estão totalmente mapeadas em fontes públicas; a mudança, porém, recalibra relações entre atores militares e candidatos e pode influenciar estratégias eleitorais e de articulação no ambiente conservador. Leia a matéria completa em Folha - Poder: acessar a publicação original .

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